segunda-feira, 11 de julho de 2016

RESENHA: AS CRÔNICAS DE ARTUR - O REI DO INVERNO

Título: O Rei do Inverno
Série: As Crônicas de Artur
Páginas: 546
Autor (a): Bernard Cornwell
Editora: Record (2008)

Sinopse: O Rei do Inverno conta a mais fiel história de Artur, sem os exageros míticos de outras publicações. A partir de fatos, este romance genial retrata o maior de todos os heróis como um poderoso guerreiro britânico, que luta contra os saxões para manter unida a Britânia, no século V, após a saída dos romanos. "O livro traz religião, política, traição, tudo o que mais me interessa," explica Cornwell, que usa a voz ficcional do soldado raso Derfel para ilustrar a vida de Artur. O valoroso soldado cresce dentro do exército do rei e dentro da narrativa de Cornwell até se tornar o melhor amigo e conselheiro de Artur na paz e na guerra.

*Livro lido na Maratona Parede de Escudos

Iniciei a Maratona Parede de Escudos com a trilogia As Crônicas de Artur. O Rei do Inverno, livro que dá início à trilogia, nos apresenta uma história mais crível do mito arturiano, repleta de ótimas batalhas e conflitos políticos.

Derfel Cadarn.
Derfel Cadarn foi um dos cavaleiros mais leais de Artur, mas, anos após as muitas batalhas que lutou com seu senhor, encontra-se em um monastério como um dos monges do Deus cristão. À pedido de sua rainha, a Sra. Igraine, Derfel contará toda sua trajetória, desde antes de se tornar um dos cavaleiros daquele que é o personagem mais conhecido de todas as histórias medievais. Em sua história, Derfel derrubará todos os mitos e fantasias que existem na história do Rei Artur.

* * *

Após o nascimento de Mordred (filho), o único herdeiro legítimo da Dumnonia, o Grande Rei Uther, o Pendragon, convoca o Grande Conselho para decidir quem, após sua morte, assumirá os cuidados de seu neto até que o mesmo tenha idade suficiente para subir ao trono. Artur, filho bastardo de Uther, a quem o Grande Rei culpa pela morte de Mordred (pai), é escolhido por votação para garantir a segurança do pequeno príncipe, que está em Ynys Wydryn.

Pouco tempo após o conselho, o Grande Rei morre, causando um esfacelamento da Britânia, que, além de lutar para impedir as invasões saxãs, também precisará lutar por questões políticas.

É aí que Artur exercerá seu papel de protetor do pequeno rei e impedir o avanço saxão, além, é claro, de tentar eliminar as várias ameaças para destruir as alianças que mantém a Britânia unida.


Eu estava com saudades da escrita genial de Bernard Cornwell. Nesse livro ele nos presenteia com uma excelente narrativa em primeira pessoa. Apesar de ser uma história arturiana, O Rei do Inverno não é narrado sob o ponto de vista de Artur, Morgana, Nimue, Merlin, Lancelot ou qualquer outro personagem famoso do mito, mas sim por um personagem fictício criado pela mente brilhante de BC: Derfel Cadarn.

Uma coisa que vale ser ressaltada aqui é: mesmo com toda a admiração que Derfel sente pelo seu líder, ele não esconde as muitas falhas de Artur.

Por falar em Artur, ele é um personagem fantástico, que está sempre dividido entre coração e dever. Cornwell criou um personagem extremamente humano que está sempre em busca do melhor para o reino, mas que muitas vezes comente erros. Artur é dono de uma personalidade altruísta e pacifista, ele sempre vai tentar evitar uma guerra se houver chances dela ser evitada, mas não se engane, pois ele também pode ser arrogante, egoísta e muito manipulador. Os demais personagens também foram muito bem construídos, mas poucos tiveram o destaque e desenvolvimento merecido.

É impossível resenhar alguma obra de Bernard Cornwell sem citar as perfeitas batalhas. Cornwell narra as batalhas com maestria e detalhamento, o que tem o poder de transportar o leitor para o meio de uma parede de escudos.

Pra finalizar a resenha, deixo com vocês essa citação maravilhosa sobre o destino:

"Mas o destino, como Merlin sempre nos ensinava, é inexorável. A vida é uma brincadeira dos Deuses, costumava dizer Merlin, e não existe justiça. Você precisa aprender a rir, disse-me ele uma vez, ou então vai simplesmente chorar até morrer."

Avaliação:



11 comentários:

  1. Gosto muito das Cronicas Saxônicas, e a trilogia do Rei Artur pretendo iniciar este ano ainda. Estou muito ansioso, pois muitos dizem ser ainda melhor que os livros protagonizados por Uhtred !

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    1. Me apaixonei por esse livro e pelos personagens. Logo menos lerei as sequências!

      Um forte abraço, Maurilei!

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  2. Ah, essa trilogia, puro amor e admiração por Cornwell <3
    Acho que é o aspecto que mais gosto deste livro é exatamente este que você pontuou, como Derfel explica e mostra as falhas de Artur sem perder o respeito e admiração por ele, humanizando-o. Ótima resenha e fiquei interessadíssima nessa Maratona. Shield Wall!

    Abraços,
    Ruh Dias
    perplexidadesilencio.blogspot.com

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    1. Eu sempre lia muitos comentários sobre a trilogia, Ruh, e com a maratona surgiu a oportunidade para lê-la. A qualidade eu já sabia que era muito elevada, mas me surpreendi com os personagens: muito acima do que eu esperava!

      Logo menos lerei as sequências!
      Um abraço, Ruh, e bem-vinda ao Bravura!

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  3. Já li várias críticas positivas a respeito desse livro. Fora todos os elogios que vc faz ao Conrwell. Nunca li nenhuma obra do autor e acho que seria bem interessante começar por essa, pois a história parece fantástica!
    Agora vem todo aquele arrependimento de não ter comprado o box quando estava em promoção no Submarino por 19,90.

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    1. Se você acha que eu elogio o Cornwell, Jaqueline, tem que ver o Vagner. O cara é o sacerdote que espalha a palavra de Cornwell por ai HUHAAUHAUHUAHA
      Da próxima vez que essa promoção estiver no ar, não hesite e compre. O primeiro livro (que dizem ser o "mais fraco") já fez com que eu me apaixonasse por essa releitura do mito arturiano.

      Um abração, Jaque!

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  4. Uma das melhores trilogias que li até hoje, Derfel é um ótimo personagem e a relação dele com o Artur é bem interessante!

    http://desbravandolivros.blogspot.com.br/2013/02/resenha-o-rei-do-inverno-bernard.html

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    1. Derfel é simplesmente demais! Perdi as contas de quantas vezes li sua resenha! Confesso que no começo eu estranhei a história de Artur sendo narrada por outro personagem, mas depois foi só amor!

      Um abração, Vagner!

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  5. Confesso que já peguei esse livro da estante duas vezes para ler e foram nessas tentativas que acabei fracassando ao deixar a leitura de lado.
    Todos os livros do BC só estão ali enfeitando minha estante. Yes Father, I have sinned.
    Mas, depois de ler sua resenha, estou indo ali tirar a foto do livro e colocar no papel de parede do notebook e do celular e já colocar o livro dentro da mochila para sempre lembrar de lê-lo, pois como você e muitos disseram, vale a pena ler essa trilogia.

    Abraços Sir Pomp! Do seu amigo literário
    HookedBlan

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    1. Sir Pomp! Gostei disso HAUHAUUAHUAH

      Olha, vale muito a pena sim. Você pode achar um pouco arrastado no início e ter dificuldades com os muitos nomes, mas mete ficha que a leitura é boa demais e o final é épico!

      Um forte abraço!

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  6. Ai Pompilio, se eu pensar mais um pouco nesse livro minha cabeça explode, eu ainda nem sei o que achar dele.
    Deixei pra ler a tua resenha só depois de finalizá-lo justamente pra não ser influenciada, mas ainda to bem perdida :/ Sim, no final eu tava adorando, a última batalha então, foi demais! Mas não posso desconsiderar tudo que veio antes. Sinceramente, estou meio sem opinião no momento.
    Mas tu tinha razão em duas coisas: odeio mortal à Guinevere e ao Lancelot!!
    Sem mais. Haha

    Bjs
    perfectpick001.blogspot.com.br

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