terça-feira, 26 de abril de 2016

RESENHA: EU SOU A LENDA

Título: Eu Sou a Lenda
Páginas: 384
Autor (a): Richard Matheson
Editora: Aleph (2015)

Sinopse: Uma impiedosa praga assola o mundo, transformando cada homem, mulher e criança do planeta em algo digno dos pesadelos mais sombrios. Nesse cenário pós-apocalíptico, tomado por criaturas da noite sedentas de sangue, Robert Neville pode ser o último homem na Terra. Ele passa seus dias em busca de comida e suprimentos, lutando para manter-se vivo (e são). Mas os infectados espreitam pelas sombras, observando até o menor de seus movimentos, à espera de qualquer passo em falso...

Eu Sou a Lenda, escrito em 1954 por Richard Matheson, é considerado uma das maiores influências de autores super-renomados do gênero Terror. O livro foi adaptado três vezes para as telonas, sendo a adaptação mais recente (e mais conhecida, eu acho) estrelada por Will Smith. Iniciei a leitura com expectativas medianas e me surpreendi muito com o andamento da história!

— Sai, Neville!

Homens, mulheres, crianças e animais, todos são vítimas da aterrorizante doença que tira a vida de todas as pessoas que estão infectadas. Enquanto uns agonizam sofrendo com os sintomas da doença, os que já tiveram suas vidas ceifadas começam a retornar da morte sedentos por sangue.

Cinco meses se passaram desde que Robert Neville perdeu sua esposa e filha, ambas vítimas da misteriosa doença e, desde então, ele leva uma rotina monótona e solitária.

Durante o dia, Robert revisa as proteções da casa, dá um jeito no que precisa de conserto e faz algumas estacas de madeira. Quando o dia está ensolarado, ele vai até a cidade em busca de mantimentos e aproveita para matar alguns vampiros.

Quando a noite chega, Robert Neville se torna outra pessoa. Uma solidão profunda ataca o último homem na Terra, fazendo com que ele se pergunte qual o motivo de continuar vivo. Como se já não bastasse a solidão e os questionamentos que Robert tem consigo mesmo, ele ainda precisa se preocupar com os vampiros que tentam, à todo custo, entrar em sua casa para beber seu sangue.

Com o desejo poder curar os infectados, Neville começa a mergulhar em pesquisas e mais pesquisas para entender o que pode ter causado a infecção que transformou os mortos e alguns vivos em vampiros.

"— Era estranho o que se sabia a respeito deles: que ficavam abrigados durante o dia, que evitavam alho, que morriam por meio de estacas, que sabidamente se amedrontavam diante de uma cruz, que talvez se sentissem ameaçados pelos espelhos."


Um livro com poucos diálogos e sem muita ação, mas que te prende do começo ao fim. Richard Matheson nos presenteou com uma excelente narrativa em terceira pessoa que nos permite conhecer o íntimo de Neville. Levando em consideração que o personagem possa ser o último homem da Terra, a narrativa explora à fundo seus pensamentos e ações, o que não é pouca coisa se pararmos pra pensar que o personagem vive uma situação onde todas as suas emoções são intensas.

O autor escolheu narrar os acontecimentos do passado (onde podemos entender melhor o que aconteceu com a família de Neville) por meio de flashbacks que são inseridos no meio da história sem mais nem menos, o que pode causar um pouco de confusão nos leitores.

Se você, assim como eu, torceu o nariz quando percebeu que os "vilões" do livro são criaturas vampirescas, fique sabendo que Richard Matheson desmitificou a lenda com explicações que são muito agradáveis. Alhos, cruzes e espelhos podem afastar os vampiros de Eu Sou a Lenda, mas cada uma dessas "armas" contra os vampiros possuem explicações científicas e psicológicas que farão com que você veja as criaturas noturnas com outros olhos. Essas explicações não são muito detalhadas, mas vamos levar em conta que a obra foi escrita em 1954 e ambientada em 1976.


A trama acontece num período de três anos e o desenvolvimento do personagem é notável. Podemos acompanhar o sofrimento de Robert desde o início, quando o mesmo ainda possui alguma esperança de encontrar outras pessoas que não foram infectadas. Depois de muito tempo sem nenhuma companhia, Robert assume outra personalidade, mais rude e frio do que de costume.

Não inicie a leitura com expectativas de altos sustos, pois não é esse o tipo de terror que Richard decidiu abordar. O autor preferiu usar o bom e velho terror psicológico.

Eu Sou a Lenda está entre as capas mais bonitas que eu tenho na minha estante! Além do maravilhoso trabalho na capa, a edição da Editora Aleph está muito bem diagramada e revisada. O livro conta com uma introdução assinada por Stephen King e possui alguns extras no final.

Avaliação:

        





quarta-feira, 20 de abril de 2016

RESENHA: NOBRES VIGARISTAS - AS MENTIRAS DE LOCKE LAMORA


Título: As Mentiras de Locke Lamora
Série: Nobres Vigaristas #1
Páginas: 464
Autor (a): Scott Lynch
Editora: Arqueiro (2014)

Sinopse: O Espinho é uma figura lendária: um espadachim imbatível, um especialista em roubos vultosos, um fantasma que atravessa paredes. Metade da excêntrica cidade de Camorr acredita que ele seja um defensor dos pobres, enquanto o restante o considera apenas uma invencionice ridícula. Franzino, azarado no amor e sem nenhuma habilidade com a espada, Locke Lamora é o homem por trás do fabuloso Espinho, cujas façanhas alcançaram uma fama indesejada. Ele de fato rouba dos ricos (de quem mais valeria a pena roubar?), mas os pobres não veem nem a cor do dinheiro conquistado com os golpes, que vai todo para os bolsos de Locke e de seus comparsas: os Nobres Vigaristas. O único lar do astuto grupo é o submundo da antiquíssima Camorr, que começa a ser assolado por um misterioso assassino com poder de superar até mesmo o Espinho. Matando líderes de gangues, ele instaura uma guerra clandestina e ameaça mergulhar a cidade em um banho de sangue. Preso em uma armadilha sinistra, Locke e seus amigos terão sua lealdade e inteligência testadas ao máximo e precisarão lutar para sobreviver.

Nobres Vigaristas é uma das séries de fantasia mais aclamadas dos últimos tempos. A oportunidade de leitura surgiu quando eu organizei uma leitura conjunta no grupo do blog lá no Facebook, e eu tenho que confessar: eu não esperava gostar tanto desse livro! Bom, sem mais enrolações, vamos ao que interessa.

Que o Guardião Torto interceda por nós.

A Paz Secreta é um acordo entre os nobres e Capa Barsavi (líder de todas as atividades criminosas de Camorr) que consiste em garantir a proteção da nobreza contra os criminosos e também a intervenção mínima do Estado em relação aos crimes contra as pessoas comuns, ou seja: os ladrões são proibidos de roubar qualquer membro da nobreza camorri.

Morro das Sombras é o lugar onde vive o Aliciador e sua gangue de ladrõezinhos órfãos. Locke Lamora é apenas uma criança e já possui um "dom" natural para roubos que fogem do padrão imposto pelo Aliciador, que respeita a Paz Secreta, o que acaba metendo o garoto em uma tremenda confusão que pode custar-lhe a vida.

Em um ato de ganância piedade, o Aliciador decide poupar a vida do garoto e vendê-lo a um antigo colega conhecido como padre Correntes, o sacerdote cego da igreja de Perelandro. Correntes logo se interessa pelas habilidades e ambições do garoto e o compra por um preço mínimo e satisfatório.


"— Não sei muito bem como explicar. Algumas de minhas crianças gostam de roubar. Algumas são indiferentes ao roubo e outras apenas o toleram porque sabem que não têm mais nada para fazer. Mas ninguém, digo e repito, ninguém nunca demonstrou tamanha avidez pelo ato de roubar quanto esse menino. Se ele estivesse com o pescoço cortado e um galeno estivesse tentando costurá-lo, Lamora roubaria a agulha e o fio e morreria rindo. Ele... ele rouba demais."

Pensando que sua vida de roubos acabaria, Locke Lamora se surpreende ao saber que o padre é, na verdade, o comandante de uma gangue de ladrões que viola a Paz Secreta e engorda seus cofres aplicando golpes em todo e qualquer nobre de Camorr. Como se isso não bastasse, Locke também fica sabendo que a igreja de Perelandro não passa de uma simples e humilde fachada, pois seu subsolo esconde um lugar extremamente requintado e confortável, onde Correntes e seus aprendizes vigaristas vivem.


Por falar em aprendizes vigaristas, Locke conhece seus futuros companheiros Calo e Galdo Sanza, irmãos gêmeos que também foram comprados do Aliciador e possuem excelentes habilidades com facas e trapaças em jogos de cartas. Mais tarde, Locke conhecerá Jean Tannen, um garoto gorducho que sabe fazer cálculos como ninguém e é portador de uma extrema força e habilidade de combate. Por último, Locke conhecerá Pulga, o mais novo vigarista do bando.
Nobres Vigaristas.
Já na idade adulta, Locke e seus companheiros vigaristas armam um golpe para roubar Dom Lorenzo Salvara, que possui uma fortuna consideravelmente boa. Em meio ao brilhante golpe, uma ameaça começa a aterrorizar todos os ladrões camorris.

Com o intuito de derrubar Capa Barsavi e com a ajuda de um mago-servidor, o Rei Cinza aniquila vários líderes de gangues de ladrões e, em dado momento, seu caminho se cruza com o de Locke Lamora. O Rei Cinza faz uma "proposta" ao vigarista, que se vê sem opções a não ser aceitar o combinado.

Locke precisará utilizar toda sua inteligência e seus truques para continuar com o golpe nos Salvara e cumprir com o maldito combinado com o Rei Cinza.

O Golpe contra os Salvara.
Com uma narrativa em terceira pessoa que se altera entre presente e passado, As Mentiras de Locke Lamora me cativou desde o prólogo. Os acontecimentos passados são separados por interlúdios e estão sempre no final de cada capítulo do livro. Pode ser que alguns de vocês estranhem o estilo da narrativa de Scott Lynch (eu estranhei no início), mas apostem na leitura e não pulem nenhum interlúdio, pois todos são essenciais para um entendimento completo da obra, já que muitas coisas são explicadas neles. Diferente de algumas pessoas, eu não achei que os interlúdios dão uma "quebrada" no ritmo da leitura.

Camorr, com seus rios cortando os bairros e o mar rodeando seus limites, é claramente inspirada em uma Veneza renascentista. Scott descreve a cidade apontando seus mínimos detalhes, o que foi o suficiente para criar um cenário extremamente real, onde podemos nos imaginar sem a menor dificuldade.


O ponto mais forte do livro ficou com os personagens, que foram muito bem criados e desenvolvidos no decorrer da trama. É impossível não se apegar aos Nobres Vigaristas, ou sentir um ódio profundo pelo Rei Cinza e seu maldito mago-servidor. A infância dos personagens não nos é contada logo no início do livro, como geralmente acontece. Scott optou por inserir essas passagens junto dos interlúdios (como eu já havia comentado), o que, a meu ver, foi uma bela sacada.
Os diálogos são repletos de ironias e piadinhas que farão até o leitor mais sério dar boas gargalhadas. Locke Lamora e seus Nobres Vigaristas são mestres na arte do sarcasmo!

Mais uma vez eu senti falta de um mapa em um livro da Editora Arqueiro. A diagramação está boa, a revisão tem alguns errinhos (nada que prejudique a obra) e a capa é uma maravilha!

"— Eu só roubo porque minha querida família precisa do dinheiro para viver. (...)
— MENTIROSO!
— Eu só roubo porque este mundo cruel não permite que eu tenha um trabalho justo! —exclamou Calo, erguendo o próprio copo.
— MENTIROSO!
—Eu só roubo porque tenho que sustentar meu pobre irmão preguiçoso, cuja indolência partiu o coração de nossa mãe - Galdo deu uma cotovelada em Calo.
— MENTIROSO!
— Eu só roubo porque estou convivendo temporariamente com maus elementos - disse Jean.
— MENTIROSO!
Por fim, o ritual chegou a Pulga, que ergueu o copo com um leve tremor e berrou:
— Eu só roubo porque é muito divertido, porra!
— VIGARISTA!”

Avaliação:

        

As Mentiras de Locke Lamora é um livro que eu recomendo para TODOS os fãs de uma excelente aventura épica.

  1.  As Mentiras de Locke Lamora
  2. Mares de Sangue
  3. República de Ladrões
  4. The Thorn of Emberlain
  5. The Ministry of Necessity
  6. The Mage and the Master Spy
  7. Inherit the Night
  8. The Bastards and the Knives (livro com dois contos)


sexta-feira, 8 de abril de 2016

UM PAPO SOBRE FICÇÃO HISTÓRICA E OS MESTRES DO GÊNERO

Batalhas, conflitos políticos e religiosos, cavaleiros, arqueiros, lanceiros (ou piqueiros) e muito mais, são as principais características de um dos subgêneros da Ficção que cada vez mais está conquistando novos fãs por aí. É com isso que iniciamos o nosso papo sobre Ficção Histórica, explicando sobre o subgênero, quando ele surgiu, os maiores escritores, melhores clássicos e tudo mais! Embarque nessa aventura conosco!

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O que é a Ficção Histórica?

Conhecido mais popularmente como Romance Histórico, o gênero em questão adota uma narrativa ficcional que se relaciona com fatos históricos. A composição dos personagens e dos cenários é feita de uma forma onde ambos estejam em concordância com os dados históricos nos quais a trama foi baseada, fazendo com que o leitor tenha uma noção mais detalhada de como era a vida e os costumes na época.

A Ficção Histórica surgiu e foi popularizada no período do Romantismo (séculos XVIII-XIX), com o exemplo bem sucedido do escocês Walter Scott. O gênero se expandiu rapidamente pelas literaturas ocidentais e desde então tem angariado um número crescente de leitores e escritores.

Falando em Walter Scott, o cara é considerado o criador do verdadeiro romance histórico. Ivanhoésua obra mais aclamada, foi escrito em 1820 e narra a batalha entre saxões e normandos e as intrigas de João Sem Terra para destronar Ricardo Coração de Leão. Os valores da cavalaria medieval e o heroísmo inglês são enaltecidos nessa obra.

Como falar de Ficção Histórica sem mencionar o russo Liev Tolstói? O autor russo é um dos nomes mais conhecidos no meio da literatura histórica e, com toda a certeza, um dos mais influentes. Em Guerra e Paz, Tolstói narra a história da Rússia no período de Napoleão Bonaparte. A história conta a vida de cinco famílias aristocráticas (destacando as famílias Bezukhovs, Bolkonskys e Rostovs) e o vínculo de suas vidas pessoais com a História de 1805-1813, principalmente quando Napoleão invadiu a Rússia em 1812. Além de Guerra e Paz, Tolstói também escreveu a obra Anna Karenina (que foi publicada aqui no Brasil em uma edição belíssima pela editora Cosac & Naify).

Ainda em território europeu, vamos viajar para Milão, na Itália, e conversar sobre mais um grande nome da Ficção Histórica: Umberto Eco. Filósofo, semiólogo, linguista, bibliófilo italiano e escritor. Em 1980 ele publicou O Nome da Rosa, livro que o tornou mundialmente conhecido. Em O Nome da Rosa, Eco retrata um período da Idade Média quando o riso era considerado, pela Igreja, um pecado. A trama nos remete a uma série de investigações de assassinatos que ocorreram em uma abadia. Willian de Baskerville e Adso de Melk são os personagens que estão conduzindo as investigações.

Lá no Reino Unido, nós vamos conhecer um cara chamado Kenneth Martin Follett, ou apenas Ken Follett para os mais íntimos. Ken Follett é o autor de Os Pilares da Terra, uma das obras de Ficção Histórica mais aclamadas ao redor do mundo. O livro foi lançado em 1989, mas só foi se tornar um best-seller ao longo da década seguinte. Ambientado na Inglaterra do século XII, durante um período conhecido como "A Anarquia", onde dois possíveis sucessores lutarão pelo trono inglês. É aí que conhecemos Tom, um humilde pedreiro e mestre de obras que tem o sonho de construir uma imponente catedral gótica. Ken Follett também lançou Mundo Sem Fim, que se passa 200 anos depois dos acontecimentos de Os Pilares da Terra.

Entrando em território inglês, nos deparamos com dois grandes nomes da atualidade: Bernard Cornwell e Conn Iggulden.

Apaixonado por História (principalmente a de seu país), Bernard Cornwell é dos mais importantes escritores britânicos. Cornwell tem um currículo que conta com mais de 40 livros publicados e traduções para 16 idiomas. Impossível de escolher somente um livro/trilogia/série dele para comentar, pois, de acordo com milhares de comentários por aí, o autor não perde a mão em nenhuma de suas obras (a não ser em alguns livros únicos, mas nada tão gritante), mas vamos tentar falar das mais famosas. As Crônicas de Artur mesclam as lendas arturianas com ficção histórica e, segundo a maioria dos leitores, é a obra mais aclamada do autor. A Busca do Graal é uma trilogia sobre a Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra. O protagonista da trama é um arqueiro inglês chamado Thomas de Hookton, que cai na trilha do lendário Santo Graal e busca vingança pelo assassinato de seu pai. A série de livros Crônicas Saxônicas é ambientada na Inglaterra dos século IX e X. A história se passa durante as invasões dinamarquesas da Grã-Bretanha, quando quase todos os seus reinos são conquistados. Tem uma postagem aqui no blog convidando todos vocês, leitores, para um evento que ocorrerá em Julho e todos os livros desse autor estão selecionados para a leitura. Quer saber mais? Clica aqui: MARATONA PAREDE DE ESCUDOS. *o barbudão no gif lá no topo da postagem é ninguém menos que Uhtred de Bebbanburg, o protagonista de Crônicas Saxônicas*.

Influenciado por Bernard Cornwell, Conn Iggulden alcançou o sucesso com a série de livros O Imperador, que conta a história de Júlio César, o mais lendário de todos os monarcas, desde sua infância até o momento em que o mesmo se torna imperador. Não contente com o sucesso de O Imperador, Conn Iggulden escreveu outra série de livros, desta vez ambientada um pouco longe de Roma. A série O Conquistador reconstrói a saga do imperador mongol Gêngis Khan e seus descendentes. Além dessas duas séries, Iggulden também é autor da trilogia A Guerra das Rosas, que reconta a série de lutas dinásticas pelo trono da Inglaterra durante trinta anos.

Edward Rutherfurd, Jack Whyte, Howard Pyle, Henryc Sienkiewicz, Noah Gordon, Maurice Druon, Muriel Romana, Andrea Frediani, C.C Humphreys, Steven Pressfield e muitos outros, também são escritores muito renomados dos gênero. Vale a pena dar uma conferida nas obras deles ;)

Agora vamos sair um pouco da Europa e conhecer alguns dos nosso talentos nacionais.

Começaremos por Érico Veríssimo, autor de O Tempo e o Vento. Nascido em terras gaúchas, Érico é considerado um dos escritores brasileiros mais populares do século XX. O Tempo e o Vento é sua obra mais aclamada, sendo considerada por muitos como a obra definitiva do estado do Rio Grande do Sul e uma das mais importantes do Brasil. Divido em três partes (O Continente - O Retrato - O Arquipélago), a obra conta uma parte da história do Brasil vista a partir do sul desde 1795 (ocupação do "Continente de São Pedro") até 1945 (fim do Estado Novo), através da saga das famílias Terra, Cambará, Caré e Amaral.



Aydano Roriz é o fundador da Editora Europa e autor de diversas obras de Ficção Histórica brasileira. Uma de suas obras mais conhecidas é a trilogia Epopeia Holandesa no Brasil (Invasão à Bahia - Jornada dos Vassalos - Invasão à Pernambuco). Em Invasão à Bahia, o autor nos explica os motivos pelos quais os holandeses vieram de tão longe para se apossar da cidade de Salvador, e faz um vívido retrato de uma das primeiras multinacionais já no século XVII, a Companhia das Índias Ocidentais. No segundo livro, Jornada dos Vassalos, o autor aborda o choque religioso e cultural entre baianos e holandeses, sob o governo de Johan van Dorth, um homem que mudou a história do Brasil. Invasão à Pernambuco, o terceiro e último volume, trata da decisão da Companhia das Índias Ocidentais de invadir Pernambuco (Terra do Açúcar).

Bom, galera, esse foi o nosso papo sobre a Ficção Histórica. Claro que existem diversos autores estrangeiros e nacionais que eu não citei (confesso que um dos principais motivos é a falta de conhecimento e o outro é o tamanho da postagem HAHAHAHA), mas vocês podem comentar sobre ali embaixo. Vai que, de repente, você conhece um que eu não conheço?
Ainda não tive a oportunidade de ler alguns desses títulos que eu citei, mas prometo que em breve estarei com todos eles em mãos para ler e resenhar aqui :)

Espero que tenham gostado. Um abraço e até a próxima!


segunda-feira, 4 de abril de 2016

MARATONA PAREDE DE ESCUDOS: 1 MÊS LENDO BERNARD CORNWELL!


Bernard Cornwell é dos escritores de Ficção Histórica mais renomados da atualidade. Sua obras de maior sucesso já foram traduzidas para mais de 16 idiomas.

Conheci uma das obras mais aclamadas do autor (Crônicas Saxônicas) quando participei de uma leitura conjunta no grupo do Facebook "Livros de Fantasia e Aventura". Me apaixonei perdidamente pela escrita, o modo como o autor descreve as batalhas e as adoráveis (ou medonhas) paredes de escudos. Após essa leitura conjunta eu adquiri diversos títulos do autor que ainda estão esperando uma oportunidade para serem lidos. A oportunidade chegou.

Durante todo o mês de JULHO acontecerá a MARATONA PAREDE DE ESCUDOS organizada pelo Bravura. Nessa maratona, todos os participantes lerão o máximo de obras do autor que conseguirem e terão a liberdade de criar tópicos para discussões sobre os livros.

LINK DO EVENTO: MARATONA PAREDE DE ESCUDOS (Clique e será redirecionado)

Aqui vão algumas regras que deverão ser seguidas na Maratona Parede de Escudos:


  • O cronograma da maratona será LIVRE. Os participantes poderão ler o livro que quiserem, o importante é ler Bernard Cornwell.
  • Os participantes poderão abrir tópicos para discussão do livro que estão lendo, podendo dessa forma interagir com os demais participantes que estiverem lendo o mesmo livro.
  • Os tópicos deverão ser criados como no exemplo:
    [TÓPICO DE DISCUSSÃO] - O REI DO INVERNO.
  • Sem brigas e cuidado com SPOILERS: muitos membros não gostam de spoilers (me incluam nesse meio), então, avisem se a sua postagem possui spoilers.
Quero o máximo de pessoas participando da nossa maratona! Vamos espalhar mais e mais a Ficção Histórica por aí. Juntem-se a nós na PAREDE DE ESCUDOS!


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